terça-feira, 7 de maio de 2013

Firmeza do “Ser”



A paz no seio da humanidade surgirá quando cada homem encontrar em si mesmo a paz do “ser”, do espírito. É a partir deste núcleo que tudo acontece. O que se pode fazer quando o barulho é tão ensurdecedor que tolda a clareza da mente, do coração, ao ponto de atingir o que era suposto ser inatingível?

Todos coabitam na mesma esfera, sobre o mesmo orbe que é todo e o mesmo teto do habitáculo terreno e cujos alicerces se fortalecem ou não, conforme as energias, das vibrações emanadas pelas emoções, pelos sentimentos, pelos pensamentos, pelas ações, intenções, propósitos, atitudes, compreensão… a que cada ser humano se devota. Agora, imagine-se que a massa com que se constrói esses alicerces deriva de uma mistura, em uníssono, de vibrações que não sejam as mais compactas e firmes, qual é o resultado que se espera numa edificação dessa natureza?

Está patente que as fendas acabarão por surgir, cada vez mais fundas, prevendo-se uma imediata derrocada. Isto é apenas um pequeno exemplo material sobre aquilo que também acontece no etérico, no invisível, no impalpável. O espírito adoece, enfraquece, entra em derrocada, quando cada homem, cada ser humano, que é o responsável pelo espírito que alberga, não o nutre com a constância da fé, da esperança, do acreditar, do perdão, da compreensão… A sintomatologia apresenta-se sob a forma de danos emocionais, psíquicos, espirituais e outras patologias com caráter mais somáticas.

Urge que a reeducação existencial, sobre a existência, seja implantada nas prioridades do coração e da mente. Trabalhar na concentração de um outro estado do “ser”, de “viver”. Não basta simplesmente existir, é preciso “viver” em plenitude, numa plenitude assente em valores que tragam mais-valias às necessidades humanas.

O momento presente é aquele em que cada um tem a responsabilidade de se curar nas suas mais diversas formas, alterando os códigos pelos quais, nos tempos mais recentes, têm vindo a reger as suas vidas, onde a positividade tem se ser o elemento obrigatório, a palavra chave. Não há que contornar este indicador promissor de cura, não só cura individual como coletiva, como da esfera e atmosfera que alimenta todo o ser humano.

Muitas são as forças que estão trabalhando em uníssono para que possam ser acalmados os gritos interiores que tanto têm vindo a afetar os alicerces do espírito, provocando a abertura de fendas, originando estragos incalculáveis, estas mesmas fendas que carecem ser soldadas com risos, sorrisos, alegria nos corações, esperança, atitudes dignas de louvor… de positividade.

Alerta! Alerta! Não se permitam que a casa caia para não correrem o risco de ficarem soterrados nos escombros das dúvidas, da incerteza, do medo, da insegurança, da desesperança, do desespero. Firmes, vamos erguer o estandarte sob a insígnia da positividade e, qual lutadores destemidos, recuperar o que a “origem” nos deu.