A paz no seio da humanidade surgirá quando cada homem encontrar em si mesmo
a paz do “ser”, do espírito. É a partir deste núcleo que tudo acontece. O que
se pode fazer quando o barulho é tão ensurdecedor que tolda a clareza da mente,
do coração, ao ponto de atingir o que era suposto ser inatingível?
Todos coabitam na
mesma esfera, sobre o mesmo orbe que é todo e o mesmo teto do habitáculo
terreno e cujos alicerces se fortalecem ou não, conforme as energias, das
vibrações emanadas pelas emoções, pelos sentimentos, pelos pensamentos, pelas
ações, intenções, propósitos, atitudes, compreensão… a que cada ser humano se
devota. Agora, imagine-se que a massa com que se constrói esses alicerces
deriva de uma mistura, em uníssono, de vibrações que não sejam as mais compactas
e firmes, qual é o resultado que se espera numa edificação dessa natureza?
Está patente que as
fendas acabarão por surgir, cada vez mais fundas, prevendo-se uma imediata
derrocada. Isto é apenas um pequeno exemplo material sobre aquilo que também
acontece no etérico, no invisível, no impalpável. O espírito adoece,
enfraquece, entra em derrocada, quando cada homem, cada ser humano, que é o
responsável pelo espírito que alberga, não o nutre com a constância da fé, da
esperança, do acreditar, do perdão, da compreensão… A sintomatologia
apresenta-se sob a forma de danos emocionais, psíquicos, espirituais e outras
patologias com caráter mais somáticas.
Urge que a
reeducação existencial, sobre a existência, seja implantada nas prioridades do
coração e da mente. Trabalhar na concentração de um outro estado do “ser”, de
“viver”. Não basta simplesmente existir, é preciso “viver” em plenitude, numa
plenitude assente em valores que tragam mais-valias às necessidades humanas.
O momento presente é aquele em que cada um tem a responsabilidade de se curar nas suas mais
diversas formas, alterando os códigos pelos quais, nos tempos mais recentes,
têm vindo a reger as suas vidas, onde a positividade tem se ser o elemento
obrigatório, a palavra chave. Não há que contornar este indicador promissor de
cura, não só cura individual como coletiva, como da esfera e atmosfera que
alimenta todo o ser humano.
Muitas são as
forças que estão trabalhando em uníssono para que possam ser acalmados os
gritos interiores que tanto têm vindo a afetar os alicerces do espírito,
provocando a abertura de fendas, originando estragos incalculáveis, estas
mesmas fendas que carecem ser soldadas com risos, sorrisos, alegria nos
corações, esperança, atitudes dignas de louvor… de positividade.
Alerta! Alerta! Não
se permitam que a casa caia para não correrem o risco de ficarem soterrados nos
escombros das dúvidas, da incerteza, do medo, da insegurança, da desesperança,
do desespero. Firmes, vamos erguer o estandarte sob a insígnia da positividade
e, qual lutadores destemidos, recuperar o que a “origem” nos deu.





