Fazendo um pequeno retrocesso ao capítulo anterior e numa
muito breve e simplificada síntese, foi aberto um pouco o véu sobre o tamanho
da potencialidade do mundo interior, numa análise que se quer seja repetida por
quem de direito. O controverso estado emocional para o qual as pessoas desta
era se remetem incessantemente, atropelando emoção em cima de emoção, pela
certa que, com algum descuido, gerará aquilo a que é chamado “doença do corpo
físico”. Quantas enfermidades são destacadas no mundo corrente? De quanta
inabilidade o ser humano padece em consequência dessas enfermidades? Por certo que a condição
humana é sujeita a modificações físicas. O corpo humano é o ponto mais visível
dessas modificações. Com uma espécie de magia pode até ser disfarçado de uma ou
outra pequena deformação, de uma aparência mais debilitada para uma outra mais
saudável. A esse fenómeno apelidamos de “atenção focada no físico, no visível,
no palpável”.
Não se pode porém, deixar de enaltecer o que de mais valioso o homem tem,
a pérola da sua existência: a sua essência, no que de mais divino marca a
presença de cada um nesta esfera terrestre. Um pequeno aparte: estas palavras não deixam de ser palavras
de conhecimento de causa, vindas de alguém que muito viveu e muito viu, de uma
forma incalculável à consciência física. Dessa experiência de vida vivida
jamais foi alimentada interiormente a força descomunal do desalento, o que por
si se refletiu na existência através da ação.
Foi abordado no início desta missiva, que o conhecimento é para
ser divulgado, repartido. Este é o propósito deste escrito. O melhor professor que pode
ter, é você mesmo, onde lhe é dada a possibilidade de estudar as lições que a
escola da vida amorosa, generosa e gratuitamente lhe oferece, presenteando-o
com um ou outro obstáculo, transponível no entanto; um ou outro dissabor,
resolúvel no entanto; uma outra experiência não muito ou até agradável,
assimilável no entanto. Um sem fim de lições que permitirão tirar as ilações,
as conclusões, o aprendizado e, porque não, o conhecimento. O que é observável
é que, em vez da aceitação do provindo das determinações da vida, o homem tende
a se lamentar, revolta-se, amargura-se, desiste.
O convite que hoje é lançado é: analise os seus momentos
vividos, sejam aqueles considerados os melhores ou menos bons, que trouxeram a
felicidade física ou o desânimo. Pense. Qual o aprendizado que devo tirar desta
experiência? Qual a lição a aprender? O que isto me quer dizer? Por certo, mais uma vez
quando entrar no seu mundo interior encontrará as respostas de que necessita.
Poderá analisar algo em si, quer na postura, na comunicação, na interação, no
trajeto, no propósito de si para consigo, de si para com os demais, de si para
com o mundo, de si para com a vida, que deverá ser objeto de uma profunda
introspeção e transformação em direção àquele ponto por muitos considerado “a luz ao fundo do
túnel”.
